Cores diluídas na raça Dobermann

A raça Dobermann, conforme o FCI Standrad nº 143, tem duas cores características. Preto ou marrom com marcações vermelho ferrugem. É possível encontrar exemplares de coloração isabela [diluição de marrom] ou azul [diluição de preto] com marcações vermelhas, todo preto ou albino [sem as marcações características, sem reconhecimento por nenhum clube].

Os exemplares de cor isabela ou azul são reconhecidos pelo padrão American Kennel Clube [EUA] e pelo The Kennel Clube [Inglaterra].

AKC: ‘Color and Markings: Allowed Colors-Black, red, blue, and fawn (Isabella). Markings-Rust, sharply defined, appearing above each eye and on muzzle, throat and forechest, on all legs and feet, and below tail. White patch on chest, not exceeding ½ square inch, permissible. Disqualifying Fault - Dogs not of an allowed color.’

KC: ‘Definite black, brown, blue or fawn (Isabella) only, with rust red markings. Markings to be sharply defined, appearing above each eye, on muzzle, throat and forechest, on all legs and feet and below tail. White markings of any kind highly undesirable.’

O padrão elaborado pela Sociedade Brasileira do Dobermann em 17/12/1977 também aceitava as 4 cores. No padrão FCI de 1994 houve mudança, aceitando apenas exemplares pretos e marrons com marcação vermelho ferrugem. Esse padrão continuou na mudança de 17/12/2015:

COR: ‘O Dobermann é criado em duas variedades de cor: preto ou marrom, com marcações vermelho ferrugem claramente definidas e limpas. As marcas estão sobre o focinho, nas bochechas, acima dos olhos, na garganta, duas marcas no antepeito, nos metacarpos, metatarsos e patas, na face interna das coxas, nos braços e sob a cauda.’

'Essa coloração decorre da diluição das cores preto e marrom. ‘O Locus D (Diluído) corresponde a uma região do gene MLPH que é importante para determinar a cor do revestimento em cães. Esta variante genética modifica a expressão dos pigmentos, eumelanina e phaeomelanina no cabelo. Uma variante genética dentro deste gene resulta em uma "diluição" ou iluminação da cor do revestimento dos cães’ [Paw Print Genetics, traduzido].

‘O gene de diluição ocorre no locus D. É recessivo, então d é diluído e D não é diluído, e para que um cão seja diluído deve ter o genótipo dd . Um cão que é Dd ou DD terá pigmento normal (não-diluído). O gene de diluição afeta a eumelanina (preto e marrom), embora a feomelanina (vermelha) também possa ser aliviada. Quando um cão tem duas cópias do alelo d, um cão preto se tornará azul (aka ardósia) e um cão de marrom (chocolate) se torna isabella (aka lilás). Um azul ou isabella pode ter qualquer padrão de casaco, mas o que eles têm, qualquer preto ou marrom no casaco será transformado em azul ou isabella. É geneticamente impossível para um cão azul ter qualquer preto em seu casaco, ou para uma isabella para ter marrom.’ [Doggenetics.co.uk traduzido]

‘É frequentemente alegado que os cães diluídos são menos saudáveis ​​do que aqueles com pigmento normal. Este equívoco tem mais provável provêm da prevalência em algumas raças de uma condição conhecida como Color Dilution Alopecia (CDA). Diluição de cor Alopecia é, de fato, o resultado de uma versão defeituosa do alelo d, conhecido como d1 . Nem todas as raças possuem este alelo defeituoso, e a maioria dos blues e isabellas são completamente saudáveis’. [Doggenetics.co.uk traduzido]

‘CDA não ocorre em todos os diluídos e sua freqüência varia entre raças. É particularmente comum em Dobermanns, ocorrendo em até 80% de cães diluídos. Dilutos em outras espécies, tais como ratos são causados ​​pelo mesmo gene, e ainda CDA não é conhecido nestes, implicando que não é uma consequência inevitável da diluição. Pensa-se que a CDA podem ser causadas por um gene específico de diluição - marcado d1. Assim como existem vários alelos b diferentes que causam a cor do marrom (fenotípicamente o mesmo, portanto apenas distinguível através de testes genéticos), é provável que haja um número de diferentes alelos d , bem como, e apenas um destes causas CDA. Tecnicamente isto torna o CDA um alelo recessivo , pois é recessivo para D (não diluído, Não-CDA), no entanto d1 é mais provável dominante sobre o alelo d padrão . O que isto tudo significa é que CDA poderia teoricamente ser criado fora da maioria das linhas por reprodução cuidadosa e testes genéticos para eliminar o alelo d1 em favor do alelo d saudável. O mesmo problema também pode ocorrer (embora raramente) em cães negros ou fígados, e é conhecido como Displasia Folicular de Cabelo Negro . Ela afeta preto / fígado pêlos apenas, deixando todos os outros cabelos como normal. Porque esta condição é tão rara, muitas vezes não é diagnosticada.’ [Doggenetics.co.uk traduzido]

‘Associação de Doenças Nota: As variantes do locus D são algumas vezes responsáveis ​​por uma condição chamada diluição da cor Alopecia, displasia folicular do cabelo preto ou síndrome do Doberman azul (dependendo da raça) porque a cor do revestimento diluído pode ser associada ao desenvolvimento de alopecia (perda de cabelo). A apresentação clínica da alopecia associada à cor do revestimento diluído é variável dentro e entre as raças; Portanto, apenas uma porção de indivíduos portadores de duas cópias da variante do gene MLPH irá mostrar perda de cabelo com algumas raças sendo muito mais propensos a desenvolver a condição. Embora duas cópias do MLPH variante do gene são necessários para desenvolver alopecia diluição cor, A apresentação variável desta condição sugere que fatores ambientais ou genéticos adicionais contribuem para o desenvolvimento da alopecia. Cães afetados com alopecia tipicamente apresentam perda de cabelo entre as idades de quatro meses e dois anos. Cabelo de cães afetados também pode parecer seco e maçante. A perda de cabelo é causada por armazenamento anormal de melanina no cabelo, o que leva à quebra do eixo do cabelo e à falta de rebrota normal do cabelo. Os cães com esta condição também podem ser afetados com infecções bacterianas recorrentes da pele originadas nos folículos pilosos (foliculite)’. [Paw Print Genetics, traduzido].

A CDA é a única incidência comprovada em exemplares diluídos. E ela não ocorre em 100% dos casos. É apenas um risco, assim como há o risco de displasia folicular do pelo preto, porém em menor incidência. Não há estudo [pelo menos não encontrei nada], que relacione o gene de diluição de cor à nenhuma outra doença].

Considerando a possibilidade de mapeamento e seleção genética atuais, o ideal seria repensar o reconhecimento dessas cores [o estudo é de 2005] com a devida seleção de exemplares sem CDA. No Brasil, há cães que descendem de exemplares diluídos ou que possuem irmãos diluídos. Como exemplo a Charleston Yoga, que era isabela e reproduziu muitos campeões de beleza. Filha de Brunswig’s Cryptonite, cão de grande importância na linhagem americana. Grandes cães da linhagem européia como Graaf Quirinus Van Neerland Stamm, Gamon di Campovalano e Urbano del Diamente Nero também reproduziam cães azuis.

Porém, como o Dobermann Verein não reconhece as cores diluídas, o ideal é que os diluídos não sejam reproduzidos, nem se deve reproduzir a cor intencionalmente para vender como exótico. O que não quer dizer que os exemplares que reproduzem diluição não devam continuar em reprodução. Visto a baixa variabilidade genética da raça, excluir ainda mais exemplares só por causa do gene de diluição não vem a colaborar em nada com a situação atual.

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